A história do movimento sindical não pode ser ignorada, muito menos desrespeitada. Os sindicatos, federações e confederações foram construídos com luta, coragem e responsabilidade, e são eles que carregam, de forma legítima, a missão de representar os trabalhadores e defender aquilo que é mais importante para a categoria: o direito coletivo.
Enquanto muitos tentam transformar o debate trabalhista em interesses individuais, o sindicalismo sério sempre teve um papel essencial: garantir conquistas que beneficiam todos, como piso salarial, jornada justa, benefícios, condições dignas de trabalho e proteção contra abusos. Nenhuma dessas vitórias veio por acaso. Tudo foi conquistado com organização, negociação e enfrentamento.
Ontem, durante a Audiência Pública realizada na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, que debateu as condições de trabalho na segurança privada, ficou evidente a falta de conhecimento de algumas pessoas que se colocam como voz do setor, mas desconhecem a realidade vivida pelos trabalhadores e a importância da representação sindical legítima.
A segurança privada exige responsabilidade. E o debate sobre o futuro da categoria não pode ser conduzido por oportunismo, vaidade ou discursos vazios. Projetos de lei que apenas tentam revogar o Estatuto, mudar nomenclaturas ou propor mudanças superficiais não resolvem nada na vida do vigilante.
Vamos falar a verdade:
Mudar o uniforme e colocar a logo de uma associação muda alguma coisa na vida do vigilante? Não!
Mudar a nomenclatura da categoria traz benefício real para o trabalhador? Não!
O que muda a vida do vigilante é aquilo que tem impacto direto no bolso, na segurança e na dignidade:
colete balístico de qualidade e obrigatório
adicional de periculosidade de 30%
blindagem nível 3 nos carros-fortes, com obrigatoriedade e fiscalização
melhores salários e benefícios
respeito à jornada e às condições de trabalho
Essas conquistas não surgiram em discursos. Elas foram construídas com a luta diária das entidades sindicais. Foram anos e anos de mobilização, greves e enfrentamento, como ocorreu na trajetória de mais de 15 anos de luta pelo Estatuto da Segurança Privada.
E é preciso lembrar: cada cláusula da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) é uma conquista que equivale a uma lei, porque protege o trabalhador diretamente e garante direitos reais.
Antes de dizer que sindicato não luta, é preciso conhecer a CCT e entender o que existe por trás de cada cláusula. Cada item ali tem história, tem batalha e tem resistência.
E mesmo com tantas conquistas, a luta continua.
A CONTRASP segue firme defendendo pautas essenciais como:
aposentadoria especial para o vigilante
porte de arma fora de serviço
substituição do calibre .38 pelo .38 TPC
uso do calibre 12 no Transporte de Valores e na escolta armada
fortalecimento da fiscalização e combate à precarização
A participação do presidente João Soares, representando a CONTRASP, durante essa audiência pública, reforça o compromisso nacional da Confederação em defender os vigilantes e todos os profissionais da segurança privada, com seriedade, postura firme e responsabilidade.
Respeitar a história sindical é respeitar os trabalhadores.
Porque sem organização coletiva, não há valorização.
E sem representação legítima, não há conquistas reais.
Fonte: CONTRASP