Sindicato de Categoria Profissional Diferenciada, Empregados e Trabalhadores do Ramo de Atividade de Vigilância e Segurança Privada de Campinas e Região

DESRESPEITO AO MOVIMENTO SINDICAL POR INTEGRANTE DO CONASEP EM AUDIÊNCIA PÚBLICA DEMONSTRA DE QUE LADO ELES ESTÃO

A história do movimento sindical não pode ser ignorada, muito menos desrespeitada. Os sindicatos, federações e confederações foram construídos com luta, coragem e responsabilidade, e são eles que carregam, de forma legítima, a missão de representar os trabalhadores e defender aquilo que é mais importante para a categoria: o direito coletivo.

Enquanto muitos tentam transformar o debate trabalhista em interesses individuais, o sindicalismo sério sempre teve um papel essencial: garantir conquistas que beneficiam todos, como piso salarial, jornada justa, benefícios, condições dignas de trabalho e proteção contra abusos. Nenhuma dessas vitórias veio por acaso. Tudo foi conquistado com organização, negociação e enfrentamento.

Ontem, durante a Audiência Pública realizada na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, que debateu as condições de trabalho na segurança privada, ficou evidente a falta de conhecimento de algumas pessoas que se colocam como voz do setor, mas desconhecem a realidade vivida pelos trabalhadores e a importância da representação sindical legítima.

A segurança privada exige responsabilidade. E o debate sobre o futuro da categoria não pode ser conduzido por oportunismo, vaidade ou discursos vazios. Projetos de lei que apenas tentam revogar o Estatuto, mudar nomenclaturas ou propor mudanças superficiais não resolvem nada na vida do vigilante.

Vamos falar a verdade:

➡️ Mudar o uniforme e colocar a logo de uma associação muda alguma coisa na vida do vigilante? Não!
➡️ Mudar a nomenclatura da categoria traz benefício real para o trabalhador? Não!

O que muda a vida do vigilante é aquilo que tem impacto direto no bolso, na segurança e na dignidade:

✅ colete balístico de qualidade e obrigatório
✅ adicional de periculosidade de 30%
✅ blindagem nível 3 nos carros-fortes, com obrigatoriedade e fiscalização
✅ melhores salários e benefícios
✅ respeito à jornada e às condições de trabalho

Essas conquistas não surgiram em discursos. Elas foram construídas com a luta diária das entidades sindicais. Foram anos e anos de mobilização, greves e enfrentamento, como ocorreu na trajetória de mais de 15 anos de luta pelo Estatuto da Segurança Privada.

E é preciso lembrar: cada cláusula da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) é uma conquista que equivale a uma lei, porque protege o trabalhador diretamente e garante direitos reais.

Antes de dizer que sindicato não luta, é preciso conhecer a CCT e entender o que existe por trás de cada cláusula. Cada item ali tem história, tem batalha e tem resistência.

E mesmo com tantas conquistas, a luta continua.

A CONTRASP segue firme defendendo pautas essenciais como:

📌 aposentadoria especial para o vigilante
📌 porte de arma fora de serviço
📌 substituição do calibre .38 pelo .38 TPC
📌 uso do calibre 12 no Transporte de Valores e na escolta armada
📌 fortalecimento da fiscalização e combate à precarização

A participação do presidente João Soares, representando a CONTRASP, durante essa audiência pública, reforça o compromisso nacional da Confederação em defender os vigilantes e todos os profissionais da segurança privada, com seriedade, postura firme e responsabilidade.

Respeitar a história sindical é respeitar os trabalhadores.
Porque sem organização coletiva, não há valorização.
E sem representação legítima, não há conquistas reais.

Fonte: CONTRASP