Sindicato de Categoria Profissional Diferenciada, Empregados e Trabalhadores do Ramo de Atividade de Vigilância e Segurança Privada de Campinas e Região

FECHAMENTO DE AGÊNCIAS BANCÁRIAS NO BRASIL ATINGE 37% EM 10 ANOS

O Brasil vive uma transformação acelerada no sistema bancário que vai muito além da tecnologia. Ela está atingindo diretamente trabalhadores e a população. Dados divulgados em reportagem da Folha de São Paulo mostram que o país perdeu 37% das agências bancárias nos últimos dez anos, reduzindo a rede para pouco mais de 14 mil unidades.

A cada agência fechada, pelo menos dois postos de trabalho de vigilantes deixam de existir.

Considerando que quase 6 mil agências foram encerradas nesse período, o impacto direto já seria enorme: cerca de 12 mil vigilantes perderam postos de trabalho apenas com os fechamentos.

Para os vigilantes, o impacto é ainda maior

Na prática, a realidade do vigilante bancário mostra que os números podem ser ainda mais altos. Isso porque, além das agências encerradas, muitos bancos transformaram unidades tradicionais em agências de negócios, espaços mais enxutos e voltados ao atendimento digital e consultivo.

O problema é que, em diversas situações, mesmo onde a agência permaneceu aberta, a segurança foi retirada, eliminando postos de trabalho de vigilantes e deixando trabalhadores e clientes vulneráveis.

População desassistida e mais exposta a riscos

Segundo levantamento do Dieese, 638 municípios ficaram sem nenhuma agência bancária, deixando 6,9 milhões de pessoas sem atendimento presencial.

Atualmente, são 2.649 municípios sem agências, o equivalente a 48% das cidades brasileiras. Isso significa que cerca de 19,7 milhões de brasileiros enfrentam dificuldades para acessar serviços bancários, especialmente pessoas que não têm acesso à internet ou familiaridade com aplicativos.

Além disso, o fechamento das agências e a redução de estrutura de atendimento presencial aumentam a exposição a golpes, fraudes e situações de risco.

Lucros altos e cortes que penalizam trabalhadores

Enquanto reduzem postos, fecham unidades e retiram segurança, os bancos seguem apresentando lucros bilionários. O resultado é uma política de redução de custos que penaliza não apenas os trabalhadores, mas toda a sociedade.

Fonte: CONTRASP